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Airtm/2026/Vários mercados

Uma arquitetura, três trilhos locais

A Airtm é uma carteira digital em dólar usada na América Latina e em outros mercados emergentes, onde a maioria das pessoas põe dinheiro no saldo por trilhos de pagamento locais, e não por transferências internacionais.

FintechPagamentosVários mercados0→1
Papel
Senior Product Designer — único responsável pelo design em três mercados: arquitetura, fluxos, protótipos, handoff.
Parceiros
Produto, Engenharia, Compliance.
Norte
Pôr dinheiro numa carteira em dólar deveria parecer pagar uma conta local, no seu próprio app de banco, com os seus próprios dados.

Em 30 segundos

01 · Problema
Três mercados precisavam de trilhos bancários locais, cada um com identificadores e etapas regulatórias diferentes. Fluxos separados multiplicariam design e engenharia.
02 · Decisão
Colocar as contas virtuais dentro de Adicionar e manter uma estrutura compartilhada, mudando apenas os detalhes de cada trilho.
03 · Resultado
Colômbia e México entraram no ar no mesmo semestre; o Brasil entrou em desenvolvimento, e a Venezuela depois reutilizou a arquitetura.

O problema

Pessoas na Colômbia, no México e no Brasil não tinham como pôr dinheiro na Airtm pelos trilhos que usam todos os dias. Cada mercado tem identificadores, formatos de dados bancários e etapas regulatórias diferentes, e a resposta óbvia — um fluxo sob medida por país — multiplica design, engenharia e QA a cada novo mercado.

Uma estrutura, cinco telas

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ADICIONAR DINHEIROAdicionarContas virtuaisOnboardingDados da contasó isto mudaColômbiaCO · cédulaMéxicoSPEI · CLABEBrasilPix · CPFO próximo país se encaixa aqui
A decisão em que o case gira: uma conta virtual é uma forma de adicionar dinheiro, não um objeto dentro da carteira. Uma só estrutura serve todos os mercados, e só os detalhes do trilho mudam.
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A restrição

Três mercados, três trilhos, um time e um roadmap que esperava mais países depois desses. O que fosse lançado tinha de ser claro para alguém que nunca ouviu a expressão “conta virtual”, e tinha de aguentar o próximo país ser adicionado por alguém que não estava na sala.

02

Uma arquitetura compartilhada

Fluxos independentes por país multiplicariam onboarding, conteúdo e manutenção. O desenho compartilha a estrutura e preserva dados e requisitos específicos de cada mercado.

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A virada

Tratei como uma questão de arquitetura antes de ser uma questão de tela, e a resposta foi uma definição: uma conta virtual é uma forma de adicionar dinheiro, não um objeto que vive dentro da carteira. Uma vez dentro do Add, uma só estrutura serviu todos os mercados — ponto de entrada, central de contas, onboarding por país, dados da conta mapeados para o trilho local e desativação —, e só os detalhes de cada trilho mudavam.

Um só artefato para revisar

O fluxo foi entregue como um único protótipo interativo, e não como um conjunto de telas, então produto, engenharia e compliance revisaram a mesma coisa funcionando e viram as mudanças de estado em vez de imaginá-las.

O teste da ideia

Quando uma iniciativa de ajuda humanitária precisou depois de uma conta nos EUA para usuários na Venezuela, reaproveitou a estrutura diretamente — e ficou mais simples: uma conta em vez de uma central, e nenhuma tela de “não elegível”, porque o ponto de entrada só aparece para quem pode usá-lo.

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Do que eu abri mão

Do sabor local. Um fluxo de Pix com cara de Brasil teria sido mais caloroso que uma estrutura compartilhada vestindo os detalhes do Pix, e eu escolhi a estrutura. A aposta era que consistência e velocidade para o próximo mercado importam mais que cada país parecer feito sob medida — e que os detalhes, que é onde os trilhos de fato diferem, já carregam localidade suficiente.

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Resultado

Colômbia e México entraram no ar no mesmo semestre, com o Brasil em desenvolvimento. Novos mercados viraram um trabalho de configuração, e não de redesign, e a estrutura passou pelo primeiro teste real quando a Venezuela a reaproveitou sem mudanças.